
No conto ‘’O colocador de pronomes’’, de Monteiro Lobato, o jovem Aldovandro Cantagalo deseja namorar Laurinha, a filha mais bonita do coronel Triburtino Mendonça e escreve-lhe um bilhete que dizia o seguinte:
‘’Anjo Adorado! Amo-lhe...”
O coronel ao descobrir o bilhete, indaga o rapaz sobre suas intenções e diz que agora ele tem que casar e chama a Do Carmo (filha feia). O jovem fica surpreso e o velho diz:
... Você mandou este bilhete à Laurinha dizendo que ama-”lhe”. Se amasse a ela deveria dizer amo-”te”. Dizendo “amo-lhe” declara que ama a uma terceira pessoa, a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.
Resultado?
Aldovandro teve que se casar com a feiosa da Do Carmo.
Viu a conseqüência de uma palavra mal colocada?