"Bruno. Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder às minhas próprias perguntas! É possivel que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar - e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo." (p.57)
Caio Fernando Abreu, em Limite Branco.
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2 comentários:
Engraçado. Até poucos dias eu tenha um Bruno a quem não via a muito. Certa dose de nostalgia agora.
Um beijo, e até mais
Que estranho, ele fala de você, mas fala sobre mim! :O
Coisas do Fábio...
;)
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