segunda-feira, 10 de julho de 2017

foda




não caçávamos as horas, deixamos para trás o sábado, adentramos o domingo. eu adentrando você; você morando em mim. crescendo nas dores dos dias comuns, na somas e nas perdas. minhas mãos procurando seus mínimos espaços, sua língua chupando meu sexo. e tudo que se via na entrega e no desejo, era fogo. as palavras fazendo as honras misturadas com as marcas que suas unhas fizeram no meu corpo. você me elogiando, "... filho da puta'', devolvi com um sorriso. sem muito pensar, deslizando até o seu começo, suas pernas se abrindo como convite, eu sendo escravo do seu gosto. ao passo dos minutos até você dançar daquele jeito que o seu corpo treme e você me prende a cabeça por entre as coxas. quando paramos eram quase três da manhã. então lembrei daquela música ... mal ela começou, eu já mordia a sua nuca, você deitou - que música foda - que foda! ... seus gemidos no meu ouvido, e eu sussurrando no seu ''vadia,louca, depravada...'' 

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