quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

23.1


chama o uber e traz o que mata a fome. não traz salgado, venha salgada. quero pouca recomendação. aliás, que não venha prescrita muito menos sob medida. o que a gente sente não tem fórmula. é com o colchão no meio da sala, sem pedir que fechem as janelas. se possível que os olhos vizinhos estejam atentos à total depravação. corpo não tem rota. você sabe o endereço, já anda pela casa despreocupada apenas com a parte de cima. corro para fechar a porta, por que às vezes não quero dividir. a minha língua é possessiva. só quando amanhece é que precisamos ser personagens.

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