quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um pouco mais de Dom Casmurro (IV)

Machado de Assis escreve em Dom Casmurro:



"... tão certo é que o destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Eles chegam a seu tempo, até que o pano cai, apagam-se as luzes, e os espectadores vão dormir''. (Pág. 103)

"Ela amou o que me afligira.
Eu amei a piedade dela.''
(Pág. 104)

"... nem tudo é claro na vida ou nos livros" (Pág. 107)

"Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe." (Pág. 115)

"Custa-me dizer isto, mas antes peque por excessivo que por diminuto." (Pág. 116)

"Há consolações maiores, decerto, e uma das mais excelentes é não padecer esse nem outro mal algum, mas a natureza é tão divina que se diverte com tais contrastes, e aos mais nojento ou mais aflitos acena com uma flor." (Pág. 124)

"A natureza é simples. A arte é atrapalhada." (Pág. 127)

"... a vaidade é um princípio de corrupção." (Pág. 132)

"... e não vi que essa menina travessa e já de olhos pensativos, era a flor caprichosa de um fruto sadio e doce..." (Pág. 135)

"A felicidade tem boa alma". (Pág. 138)

Aproveitando pra adicionar mais citações ao post:


"Purgatório é uma casa de penhores, que empresta sobre todas as virtudes, a juro alto e prazo curto. Mas os prazos renovam-se, até que um dia uma ou duas vitudes medianes pagam todos os pecados grande e pequenos." (Pág. 152)

"Os intantes do diabo intercalavam-se nos minutos de Deus, e o relógio foi assim marcando alternativamente a minha perdição e a minha salvação". (Pág. 158)

"Há remorsos que não nascem de outro pecado, nem tê maior duração".
(Pág. 158)

''... tudo são pretextos a um coração agoniado''.
(Pág. 164)
"As pessoas valem o que vale a afeição da gente".
(Pág. 168)

"O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras."
(Pág. 168)

"Mas o que pudesse dissimular ao mundo, não podia fazê-lo a mim, que vivia mais perto de mim que ninguém".
(Pág. 169)

"Já entre nós só faltava dizer a palavra última; nós a líamos, porém, nos olhos um do outro, vibrante e decisiva...'' (Pág. 169)

Um comentário: